O mercado da soja registrou recuperação nas cotações internacionais após forte queda no pregão anterior, enquanto o cenário interno segue pressionado por entraves logísticos e custos elevados. Segundo análise da TF Agroeconômica, o movimento positivo em Chicago ocorreu após a oleaginosa atingir o limite de baixa, abrindo espaço para compras de oportunidade.
Os contratos mais negociados encerraram o dia com leves ganhos, acompanhados por uma valorização expressiva do óleo de soja, que deu sustentação ao mercado. A expectativa em torno de anúncios relacionados ao biodiesel nos Estados Unidos também contribuiu para o avanço, embora a ausência de definições em negociações internacionais tenha limitado altas mais consistentes.
No Brasil, o avanço da colheita ocorre de forma desigual entre os estados e sob forte impacto de fatores logísticos e climáticos. No Rio Grande do Sul, a operação praticamente não evolui, com apenas 1% da área colhida, em meio à falta de diesel e preços que chegam a R$ 9,00 por litro, o que paralisa atividades no campo e impede o escoamento da produção.
Em Santa Catarina, a combinação entre volatilidade externa e custos energéticos elevados pressiona principalmente a cadeia de proteína animal, enquanto o diesel mais caro encarece a distribuição. No Paraná, a colheita segue abaixo do ritmo histórico, com escassez de combustível, silos próximos do limite e fretes elevados comprimindo margens.
No Mato Grosso do Sul, o avanço da colheita convive com retenção de vendas diante de preços pouco atrativos e fretes mais caros. Já no Mato Grosso, mesmo com a safra praticamente concluída, o escoamento enfrenta gargalos severos, com filas que ultrapassam 45 quilômetros e custos logísticos que absorvem os ganhos do mercado externo.
Fonte: Agrolink
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