24
fev
2026
Soja avança com pressão logística no Centro-Oeste

O mercado brasileiro de grãos iniciou a semana com movimentos regionais distintos, combinando recuperação produtiva no Sul, pressão logística no Centro-Oeste e desafios climáticos no Norte e Nordeste. As cotações oscilaram de forma moderada na maior parte das praças, refletindo tanto fatores locais quanto o avanço da colheita.

No Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica, a estimativa da safra de verão está mantida em 21,4 milhões de toneladas nos 6,74 milhões de hectares cultivados, com chuvas recentes aliviando o estresse hídrico em áreas que estavam em fase crítica. O valor médio da saca de 60 quilos subiu 0,22%, passando de R$ 117,99 para R$ 118,25. No mercado físico, Nonoai recuou 0,85%, a R$ 117,00, enquanto Não-Me-Toque permaneceu em R$ 116,00. Em Ijuí, a cotação foi de R$ 128,79, Cruz Alta R$ 119,82, Passo Fundo R$ 118,10 e Santa Rosa R$ 118,94. No porto de Rio Grande, R$ 128,79.

Em Santa Catarina, o mercado manteve lateralidade, com a referência de Palma Sola estável em R$ 116,00 e o porto de São Francisco a R$ 126,00, sustentado por demanda regular das cadeias de proteína animal.

No Paraná, o avanço da colheita intensificou filas em Paranaguá. No interior, o indicador apontou R$ 121,30, com leve alta, enquanto no porto houve recuo para R$ 128,49. Cascavel registrou R$ 116,76 e Ponta Grossa R$ 121,97.

No Mato Grosso do Sul, a umidade excessiva atrasou a colheita e elevou custos com secagem. Dourados marcou R$ 112,00 e Campo Grande R$ 106,00. Em Mato Grosso, a colheita alcançou 65,75% da área, com fretes acima de R$ 490 por tonelada pressionando margens. Já no MATOPIBA, a previsão de até 200 milímetros de chuva limita os trabalhos de campo e afeta a liquidez, com Luís Eduardo Magalhães a R$ 112,00.
 

Fonte: Agrolik

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