14
abr
2026
Queda nos preços da soja aperta margens no Brasil

O mercado da soja apresentou recuo nos preços tanto no cenário internacional quanto nas principais regiões produtoras do Brasil, refletindo uma combinação de fatores climáticos, logísticos e financeiros. Segundo análise da TF Agroeconômica , o movimento foi influenciado pela realização de lucros em Chicago e pela expectativa de chuvas nas áreas de plantio dos Estados Unidos.

Na bolsa americana, os contratos da oleaginosa fecharam em queda, pressionados também pelo avanço da colheita brasileira, que amplia a oferta global. O farelo apresentou leve alta, sustentado por restrições logísticas na Argentina e ????? de maior consumo interno nos EUA, enquanto o óleo acompanhou o recuo do grão.

No Brasil, o cenário é marcado por pressão sobre os preços e desafios logísticos. No Rio Grande do Sul, a colheita alcança 38% da área, mas ainda atrasada em relação à média histórica. A disputa por caminhões, impulsionada também pelas safras de arroz e milho, eleva os custos de frete e reduz a competitividade do produtor, além de pressionar a capacidade de armazenagem.

Em Santa Catarina, a colheita avança sem problemas climáticos, mantendo fluxo regular nos armazéns, embora os preços recuem acompanhando o mercado do Sul. No Paraná, com a safra praticamente concluída, o foco está no escoamento, mas o custo do diesel, que pode representar até 40% do frete, preocupa produtores e impacta margens.

No Mato Grosso do Sul, a comercialização segue lenta, com apenas 15,5% da safra negociada e preços abaixo do ano anterior. Já em Mato Grosso, a queda nas cotações reflete a oferta elevada e limitações estruturais de armazenagem, levando produtores a adotarem soluções alternativas para estocar a produção.
 

Fonte: Agrolink

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