A soja teve uma sessão de ajustes limitados, com sinais mistos em Chicago e comportamento regionalizado no mercado físico brasileiro, em meio ao avanço da safra, custos logísticos elevados e gargalos de armazenagem. As informações são da TF Agroeconômica.
Na Bolsa de Chicago, os contratos da oleaginosa fecharam de forma mista nesta quarta-feira. O vencimento julho recuou 0,06%, a US$ 11,8525 por bushel, enquanto agosto caiu 0,02%, a US$ 11,8475 por bushel. Já os subprodutos avançaram, com alta de 0,61% no farelo e de 1,21% no óleo de soja. O mercado foi pressionado pelo clima seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos, que favorece o trabalho das máquinas, mas aumenta a atenção para riscos de estiagem no médio prazo. O USDA indicou plantio em 79% da área prevista, abaixo do esperado por analistas, mas acima da média histórica.
No Brasil, o Rio Grande do Sul manteve estabilidade na maior parte das praças, com a colheita em fase final e cerca de 98% da área semeada já colhida. No Porto de Rio Grande, a referência ficou em R$ 130,00 por saca. A comercialização segue lenta, influenciada por paridade de exportação menos atrativa e fretes elevados.
Em Santa Catarina, os negócios foram modestos, com produtores retendo grãos diante da instabilidade externa. No Porto de São Francisco, a saca ficou em R$ 131,00. No Paraná, a colheita foi encerrada com produção de 21,7 milhões de toneladas e boa qualidade dos grãos. O indicador no Porto de Paranaguá fechou em alta, enquanto praças do interior registraram recuos pontuais.
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul consolidou safra recorde de 16,744 milhões de toneladas, mas convive com déficit severo de armazenagem. Mato Grosso, por sua vez, teve preços com pequenos ajustes e segue como líder nacional em déficit de capacidade estática, o que mantém a necessidade de escoamento acelerado mesmo em ambiente de cotações pressionadas
Fonte: Agrolink
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