19
mai
2026
Mercado de trigo segue firme no Sul

O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por oferta restrita de produto de qualidade, preços firmes e negociações pontuais entre moinhos e vendedores. Segundo a TF Agroeconômica, a queda do dólar reduziu o preço no porto gaúcho em R$ 20 por tonelada, mas não alterou de forma significativa o ritmo da demanda por importação.

No Rio Grande do Sul, os moinhos continuam em busca de trigo de melhor qualidade, produto que não está fácil de encontrar. Para lotes considerados bons, os preços chegaram a R$ 1.500 por tonelada CIF, com pagamento em 45 dias, embora esse valor tenha sido apontado como o máximo negociado na semana, e não como uma referência ampla de mercado. A avaliação é que, diante da dúvida sobre parte do trigo argentino, alguns compradores preferem pagar mais por um produto nacional com qualidade mais garantida.

Também houve aumento na procura por trigo branqueador, com bons volumes negociados. As coberturas de maio estão completas, enquanto junho é estimado em 50% coberto. Na safra nova, foram ouvidas referências pontuais de R$ 1.250 CIF porto e R$ 1.100 no interior, mas sem aceitação dos vendedores. Cerca de 40 mil toneladas já foram negociadas a futuro, somando moinhos e exportação. A área deve cair 25% ou mais no estado, com redução de 60% no investimento em adubação. Em Panambi, o preço de balcão subiu para R$ 63 por saca.

Em Santa Catarina, o mercado segue como o mais estável da região Sul, recebendo ofertas do próprio estado, do Rio Grande do Sul e do Paraná. O trigo catarinense subiu para o mínimo de R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto ofertas paranaenses ficaram entre R$ 1.320 e R$ 1.350, e o trigo gaúcho entre R$ 1.350 e R$ 1.400.

No Paraná, o mercado permanece firme, mas lento. Os negócios da semana variaram de R$ 1.330 a R$ 1.400 FOB, com embarques entre maio e julho. As novas ideias de venda chegaram a R$ 1.400 e R$ 1.500 FOB, enquanto há comprador a R$ 1.450 no moinho para junho.

Fonte: AGROLINK

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