08
jul
2026
Demanda fraca pressiona preços do trigo no Sul

O mercado de trigo no Sul do país segue com baixa liquidez, compras seletivas e pressão pontual sobre os preços, em um ambiente de demanda ainda pouco aquecida. Segundo a TF Agroeconômica, a menor procura por grão e a queda do dólar reduziram em cerca de R$ 15 por tonelada o custo do trigo importado.

No Rio Grande do Sul, a estimativa de volume negociado na semana é de 12 mil toneladas, com vendas pontuais e poucos moinhos ativos nas compras. O mercado entrou em um canal de leve baixa. Até 19 de junho, os negócios para trigo pão no interior eram registrados a R$ 1.350 por tonelada, com valores superiores para branqueador e melhorador. Entre 22 e 26 de junho, as indicações recuaram para R$ 1.330 a R$ 1.320 e, nesta semana, chegaram a R$ 1.300 por tonelada para retirada em agosto, já que julho está coberto.

A moagem segue baixa, refletindo uma demanda desaquecida. A avaliação aponta menor poder de compra da população e mudanças de consumo entre parte dos consumidores com maior renda. Para a próxima safra, produtores demonstram cautela diante dos custos elevados, preços achatados, risco de El Niño e possibilidade de alto teor de DON. Cooperativas do centro e noroeste gaúcho já mencionam redução de até 40% na área, ainda sem confirmação oficial. A Emater-RS estima produção próxima de 2,2 milhões de toneladas, contra 3,8 milhões a 4 milhões na safra anterior, com déficit previsto de cerca de 1,9 milhão de toneladas no estado. Em Panambi, o balcão subiu para R$ 70,02 por saca.

Em Santa Catarina, não foram conhecidos negócios com trigo local, com vendedores ausentes à espera de preços melhores. Houve negócios do Rio Grande do Sul para Santa Catarina a R$ 1.350 FOB para tipo 1 e R$ 1.240 para tipo 2. A única oferta catarinense relatada foi de trigo branco a R$ 1.400, sem comprador. No balcão, os preços ficaram estáveis na maioria das praças e subiram em Chapecó para R$ 71,00.

No Paraná, moinhos seguem buscando trigo paraguaio, com embarques para compradores interessados em qualidade e volume. No mercado local, a compra ocorre apenas em oportunidades, com ofertas médias de R$ 1.450 CIF. Nos Campos Gerais, o volume negociado ficou entre 8 mil e 10 mil toneladas na semana. No Norte, as indicações variaram de R$ 1.520 a R$ 1.530 posto moinho, com pouca oferta. Para a safra nova, não houve movimento, com ideias ao redor de R$ 1.400 CIF moinho para fim de agosto e setembro.

Fonte: Agrolink

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