O mercado do trigo encerrou a semana com correção nos preços internacionais, enquanto o cenário doméstico seguiu sustentado pela oferta restrita e pelas dúvidas sobre a nova safra. Segundo análise semanal da TF Agroeconômica, a queda em Chicago ocorreu principalmente por realização de lucros dos fundos após a forte alta anterior, sem mudança estrutural na tendência.
No exterior, os fundamentos continuam firmes. Os ataques à infraestrutura portuária no Mar Negro mantêm o risco sobre as exportações, enquanto os estoques mundiais seguem apertados e o consumo cresce acima da oferta. Nos Estados Unidos, a produção é estimada no menor nível desde 1970/71. Em sentido contrário, a safra recorde da Rússia, o avanço da colheita no Hemisfério Norte e as exportações norte-americanas lentas pressionam as cotações no curto prazo.
No Brasil, os preços permanecem firmes diante da escassez de trigo velho e da colheita ainda limitada ao Norte do Paraná. Geadas e chuvas durante o desenvolvimento da cultura mantêm incertezas sobre o volume de trigo pão. A qualidade da safra argentina também preocupa, já que o país complementa a oferta aos moinhos brasileiros. Em várias regiões paranaenses, o produto nacional segue competitivo frente ao importado.
Na análise técnica, Chicago conserva tendência primária de alta, com médias móveis em configuração positiva, RSI favorável e MACD ainda comprador. A leitura é de correção técnica, embora novas realizações de lucro possam ocorrer. Para o curto prazo, a tendência é neutra a levemente altista, com alta volatilidade. No médio prazo, a avaliação permanece altista, e o mercado brasileiro deve seguir firme, com possibilidade de prêmios para lotes de melhor qualidade.
Fonte: Agrolink
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