O mercado da soja apresentou movimento de queda nas cotações internacionais, influenciado por expectativas de oferta ampliada e mudanças no cenário global de demanda. De acordo com a TF Agroeconômica , os contratos futuros em Chicago recuaram nesta sessão, pressionados pela perspectiva de aumento de área plantada nos Estados Unidos e pela expectativa de safra recorde no Brasil.
Os contratos mais negociados encerraram o dia em baixa, enquanto o óleo de soja registrou leve alta. O ambiente negativo foi reforçado pela flexibilização da demanda chinesa para a soja brasileira, consolidando o país como principal fornecedor e reduzindo a competitividade do produto norte-americano. Também pesa sobre o mercado a expectativa em torno de medidas relacionadas ao biodiesel nos Estados Unidos, com risco de realização de lucros.
No Brasil, o cenário é heterogêneo. No Rio Grande do Sul, a produtividade sofre forte impacto da irregularidade climática, com perdas que podem chegar a 40% nas áreas mais afetadas. Apesar disso, os preços no porto se mantêm mais firmes do que no interior, onde o custo do frete limita a remuneração ao produtor.
Em Santa Catarina, a demanda das agroindústrias sustenta a liquidez e reduz o impacto das quedas externas. Já no Paraná, entraves logísticos e exigências fitossanitárias da China elevam custos e comprometem a rentabilidade, com milhares de cargas barradas no porto.
No Centro-Oeste, a colheita avança, mas os preços recuam em Mato Grosso do Sul sob pressão de Chicago. Em Mato Grosso, o escoamento enfrenta gargalos, com fretes elevados e armazenagem limitada, levando ao aumento do esmagamento como alternativa para absorver a produção.
Fonte: Agrolink
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