11
fev
2026
2025/26: USDA projeta redução nos estoques globais de trigo

O boletim mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o WASDE, divulgado nesta terça-feira (10), aponta que a perspectiva para o trigo dos Estados Unidos na safra 2025/26 é de oferta inalterada, leve redução do consumo doméstico, exportações estáveis e aumento dos estoques finais. O consumo interno foi revisado para baixo em razão da menor utilização para alimentação, conforme indicado pelo relatório de Produtos de Moagem de Farinha do NASS, divulgado em 2 de fevereiro, segundo o próprio USDA. Parte dessa redução foi compensada por um pequeno aumento no uso de sementes.

Ainda de acordo com o USDA, os estoques finais de trigo dos Estados Unidos foram elevados para 931 milhões de bushels, volume 9% superior ao do ano anterior e o maior desde a safra 2019/20. O relatório informa que o preço médio projetado ao produtor para a safra 2025/26 foi mantido em US$ 4,90 por bushel.

No cenário internacional, o WASDE indica que a perspectiva global para o trigo em 2025/26 é de oferta levemente menor, consumo um pouco maior, expansão do comércio e redução dos estoques finais. A oferta mundial foi reduzida em 0,6 milhão de toneladas, para 1.101,6 milhões de toneladas, em função da combinação entre a queda dos estoques iniciais e a menor produção em alguns países. O relatório registra que a produção de trigo da Argentina alcançou 27,8 milhões de toneladas, patamar recorde, mas o aumento foi mais do que compensado por recuos na Turquia e na Mongólia.

O consumo global de trigo em 2025/26 foi elevado em 0,2 milhão de toneladas, para 824,1 milhões de toneladas, impulsionado pelo maior uso para alimentação, sementes e indústria em diversos países, conforme o USDA, o que superou a redução da utilização para ração e resíduos, principalmente no Canadá e na Turquia. O comércio mundial foi revisado para cima em 2,2 milhões de toneladas, alcançando 222 milhões de toneladas, com destaque para o aumento das exportações da Argentina e do Canadá, que compensaram a diminuição dos embarques da União Europeia.

Segundo o USDA, as exportações argentinas de trigo foram elevadas em 2 milhões de toneladas, para 18 milhões de toneladas, novo recorde, em razão do ritmo de embarques em dezembro e janeiro e da competitividade dos preços no mercado externo. Já os estoques globais finais para 2025/26 foram reduzidos em 0,7 milhão de toneladas, para 277,5 milhões de toneladas, embora o relatório destaque que o volume permanece no maior nível dos últimos cinco anos, com aumentos ano a ano entre os principais exportadores.

Fonte: Agrolink

 
 
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