Origem
e importância do trigo
O trigo (Triticum
aestivum), é uma planta da família das gramíneas,
originada através do cruzamento natural entre outras gramíneas
silvestres que existiram nas cercanias dos rios Tigre e Eufrates, na Ásia,
a cerca de 10 a 15 mil anos A.C..
Foi uma das primeiras
espécies a serem cultivadas pelo homem, estando sempre ligada à
história do desenvolvimento das civilizações, sendo considerado
alimento sagrado por muitos povos.
Devido à sua grande diversidade genética, pode ser cultivado
em quase todas as partes do mundo.
Entre todas as culturas alimentícias é a que possui a maior
área plantada, representando cerca de 20% de toda a área cultivada
com cereais no mundo.
O trigo no
Brasil
O trigo foi introduzido
no Brasil em 1534, por Martim Afonso de Souza, na Capitania de São
Vicente, hoje estado de São Paulo. Dali foi levado para outras regiões,
sempre acompanhando o deslocamento das populações de origem
européia e das missões religiosas.
Foi na região
sul do país (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) que
este cereal encontrou as melhores condições climáticas
para seu desenvolvimento. Com a implantação das primeiras estações
experimentais no Brasil, como a de Alfredo Chaves-RS e a de Ponta Grossa-PR
e a contratação dos primeiros pesquisadores como Carlos Gayer
e Iwar Beckman, iniciou-se o trabalho de melhoramento genético nacional,
voltado à criação de cultivares de trigo adaptadas às
condições brasileiras e geração de tecnologias
específicas para cada região edafoclimática.
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A partir de 1969/70,
iniciou-se a expansão do trigo para o norte e oeste do Paraná,
com a introdução de germoplasma desenvolvido pelo CIMMYT - Centro
Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo, localizado no México.
Desta forma, lotes de sementes das cultivares Sonora 63, Sonora 64, INIA F66,
Jupateco F73, Anahuac F75 foram introduzidas. Estas cultivares apresentavam
uma baixa estatura de plantas, boa resistência à ferrugem da
folha e um bom potencial produtivo, sendo extremamente suscetíveis
às manchas foliares, giberela e sensíveis ao alumínio
tóxico do solo.
Diversas instituições
de pesquisa passaram a atuar na pesquisa de trigo, como o IAPAR e a Embrapa
à partir da década de 70, gerando desde aquela época
inúmeras cultivares e teconogias para a cultura.
As perspectivas
são excelentes com relação ao potencial produtivo e fitossanitário
das futuras cultivares a serem lançadas pelo IAPAR e Embrapa. Hoje,
a nível experimental, consegue-se produções de até
6.000 kg/ha e outros atributos como a qualidade da farinha também estão
sendo intensivamente pesquisados.
A parceria da
Fundação Meridional com a Embrapa e o IAPAR implementou uma
extensa rede de pontos de ensaios para os estados de São Paulo, Paraná
e Santa Catarina, bem como executa diversos Dias de Campo, onde são
apresentadas as novas cultivares e tecnologias para produção
de trigo.
A produtividade
média mundial é mais alta em relação àquela
obtida no Brasil. Países como a China e os EUA, com seus altos rendimentos,
puxam esta produtividade média para cima.
Com a ampliação
dos horizontes da cultura para a região Centro-Oeste, o Brasil atingiu
o potencial para cultivar em torno de 10 milhões de hectares e, com
as novas cultivares que são desenvolvidas pela pesquisa nacional, poderá
elevar em muito a sua produtividade média.
Devido a este
quadro extremamente favorável, medidas técnico-políticas
têm buscado a recuperação da triticultura brasileira,
o que a médio prazo poderá incrementar a produção
nacional para o atendimento de 60% da demanda, estimada para 2005, em 11,2
milhões de toneladas.
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