Histórico
Cinco mil anos de história
A soja é uma leguminosa domesticada pelos chineses há cerca de cinco mil anos. Sua espécie mais antiga, a soja selvagem, crescia principalmente nas terras baixas e úmidas, junto aos juncos nas proximidades dos lagos e rios da China Central. Há três mil anos a soja se espalhou pela Ásia, onde começou a ser utilizada como alimento. Foi no início do século XX que passou a ser cultivada comercialmente nos Estados Unidos. A partir de então, houve um rápido crescimento na produção, com o desenvolvimento das primeiras cultivares comerciais.
No Brasil, o grão chegou com os primeiros imigrantes japoneses em 1908, mas foi introduzida oficialmente no Rio Grande do Sul em 1914. Porém, a expansão da soja no Brasil aconteceu nos anos 70, com o interesse crescente da indústria de óleo e a demanda do mercado internacional.
Desde 1986, a Embrapa Soja desenvolve atividades para incentivar o consumo de soja pela população brasileira. Em 1995, a Embrapa incrementou seu trabalho, com o lançamento do "Programa Soja na Mesa".
O principal objetivo do Programa é dar ao grão uma função mais nobre: a de complementar a alimentação da população brasileira. Pronta para atender às necessidades calórico-proteicas da dieta das famílias, a soja é, também, alternativa para diminuir os índices de desnutrição, principalmente entre as crianças.
Ao mesmo tempo, a soja pode ser utilizada na prevenção e no tratamento de inúmeras doenças.
Embora o Brasil seja o 2º maior produtor de soja do mundo, o grão vem sendo utilizado em larga escala apenas pela indústria de alimentos, onde o produto é ingrediente na fabricação de embutidos, chocolates, bolachas.
Do total de grãos produzidos, cerca de 72% são transformados em farelo, principal componente protéico de rações para suínos e aves.
A Embrapa Soja, através de parcerias, vem incentivando a utilização da soja na alimentação da população. Seus especialistas ministram cursos transferindo técnicas que tornam a soja um produto saboroso.
A instituição mantém uma Cozinha Experimental, onde são desenvolvidas receitas à base de soja.
O grão possui proteínas de alta qualidade e compostos que apresentam uma ação potencial na prevenção de inúmeras doenças e na recuperação da saúde.
A expansão da soja
O interesse do Governo brasileiro pela expansão na produção da soja para atender à indústria fez com que a leguminosa ganhasse cada vez mais incentivos oficiais. Para atender às exigências de produção de uma cultura altamente tecnificada foi criado, em 1975, o Centro Nacional de Pesquisa de Soja, como uma das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), estrategicamente localizado para que pudesse atender às demandas da produção nacional. Sua principal incumbência era conquistar a independência tecnológica para a produção brasileira, que até então estava concentrada nos estados do Sul do País, aproveitando a entressafra da cultura do trigo que, na época, recebia incentivos do governo. A boa adaptação da soja nas terras do Sul do país e a crescente demanda dos mercados interno e externo deram estabilidade aos preços do produto no mercado, o que incentivou o aumento de área.
Até 1975, toda a produção brasileira de soja era realizada com cultivares e técnicas importadas dos Estados Unidos, onde as condições climáticas e os solos são diferentes do Brasil. Assim, a soja só produzia bem, em escala comercial, nos estados do Sul, onde as cultivares americanas encontravam condições semelhantes a seu país de origem. A criação de novas cultivares pelos melhoristas da Embrapa Soja levou a soja para as regiões de clima tropical no Brasil (Centro-Oeste, Nordeste e Norte). A partir daí, inúmeras outras cultivares nacionais foram criadas para dar estabilidade ao cultivo de soja nas chamadas regiões de fronteira agrícola. Isso possibilitou a fixação do homem em suas propriedades, já que a soja era utilizada como cultura desbravadora, deixando na terra, após sua colheita, nutrientes necessários para o cultivo de feijão e milho. Além disso, a soja viabilizou a implantação de indústrias de óleo, fomentou o mercado de sementes e deu estabilidade à exploração econômica das terras onde antes só existia matas e cerrados.
Evolução da área semeada com soja no Brasil
  Tecnologia Embrapa expandindo fronteiras
Soja: muitas utilidades
O grão da soja dá origem a produtos e subprodutos utilizados atualmente pela agroindústria de alimentos e indústria química. A proteína de soja dá origem a produtos comestíveis (ingredientes de padaria, massas, produtos de carne, cereais, misturas preparadas, bebidas, alimentação para bebês, confecções e alimentos dietéticos). É utilizada também pela indústria de adesivos e nutrientes, alimentação animal, adubos, formulador de espumas, fabricação de fibra, revestimento, papel emulsão de água para tintas.
A soja integral é utilizada pela indústria de alimentos em geral e o óleo cru se transforma em óleo refinado e lecitina, que dá origem a inúmeros outros produtos.
Soja: Outros produtos
Óleo Refinado
Uso Comestível Uso Técnico
Manufatura
Antibióticos
Óleo de Cozinha
Margarina
Produtos Farmacêuticos
Tempêros para Salada
Óleo para Salada
Pasta para Sanduíche
Gordura Vegetal
Produtos Medicinais
Ingredientes para Calefação
Óleo Refugado
Desinfetantes
Isolação Elétrica
Inseticidas
Fundos de Linóleo
Tecidos para Impressão
Tintas para Impressão
Revestimentos
Plastificadores
Massa para Vidraceiro
Sabão
Cimento à Prova de Água
Lecitina
Uso Comestível Uso Técnico
Agente Emulsificante
Produtos de Padaria
Produção de Balas
Agente Ativo de Superfície
Revestimento de Chocolate
Produtos Farmacêuticos
Nutrição
Uso Médico
Uso Doméstico
Agente Contra Salpiqueiro
Fabricação de Margarina
Agente Estabilizador
Gorduras
Agente Antiespumante
Fabricação de Escuma
Fabricação de Álcool
Agente Dispersante
Fabricação de Tintas
Inseticidas
Fabricação Umidificante
Cosméticos
Pigmentos
Substituto do Leite para Bezerros
Metais em Pó
Têxteis
Produtos Químicos
Agente Estabilizante
Emulsões
Agente Anti-Derrapante
Gasolina
Soja & saúde
É uma excelente fonte de proteína, energia, minerais, principalmente ferro e vitamina E, que contribui para a diminuição do progresso de doenças crônicas.
É rica em ácidos graxos essenciais que ajudam a diminuir o colesterol. A lecitina de soja ajuda a prevenir a cirrose, e também diminuir o colesterol.
As dietas com produtos à base de soja bloqueiam vários processos que levam ao câncer, doenças do coração e outras doenças crônicas degenerativas, além de prevenir a osteoporose e reduzir os sintomas adversos da menopausa. Devido a seus benefícios à saúde, alimentos à base de soja são classificados como funcionais.
Para redução dos níveis de colesterol é recomendada a ingestão diária de 60g de grãos de soja.  

 
 
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